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Vocação matrimonial: um encontro para a vida toda.

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Com uma saga capaz de surpreender qualquer um, e com uma história de emocionar expectadores em uma sala de cinema – se fosse tornada filme -, a família Alves dos Santos tem muita história para contar.

O casal, “Seu Daniel” (74) e “Dona Maria” (67), casados há 44 anos, recebeu-nos nesta manhã de sábado (10) para um bate-papo regado a um gostoso cafezinho, muitas risadas e lembranças emocionantes. Naturais do Nordeste brasileiro, esse casal e sua família vieram tentar a vida em terras mineiras na metade do século XX. Com um itinerário de retirantes, carimbaram passagens por Uberlândia (MG), Itumbiara (GO), Maurilândia (GO), São Paulo (SP), Araguari (MG) e Belém (PA).

Da primeira vez que vieram para Uberlândia-MG foi em 1970, permanecendo apenas por dois anos. Em 1972, foram para o Estado de Goiás onde permaneceram por mais dois anos. Em seguida, voltaram para Pernambuco, enquanto ‘Seu Daniel’ foi para São Paulo–SP tentar a vida. Um tempo difícil, segundo d. Maria: “eu e as crianças sentíamos muita falta dele. O Gilvan nem queria vê-lo, nem ir aos braços dele. Quando ele voltou, eu disse a ele: agora ‘meu filho’, nem que nós vamos morar debaixo de uma ponte [sic], você só sai daqui comigo e seus filhos. Vendemos tudo o que tínhamos: casa, móveis, porco, galinha, fretamos uma ‘perua’ e viemos para Uberlândia de vez”. Era o ano de 1984.

Uma família numerosa, para os padrões atuais; 4 filhos, sendo um já falecido: Maria Gislene Santos Alves, Gislei Santos Alves, Girlan Santos Alves (falecido em 1995) e Gilvan Leonardo Alves. E não para por aí. De netos são 8, além de 1 bisneto.

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Maria para mim é como uma mãe, uma irmã, uma amiga. Ela me atura e eu a aturo. Eu a ama muito. (Seu Daniel).  [/two_third]

A força impulsionadora em suas vidas, para além de todo e qualquer desafio, eles sabem bem qual foi: a Fé. Uma fé que não os deixou abater nem mesmo quando a tragédia os alcançou. Dos quatro filhos que tiveram, um faleceu no ano de 1995 vítima de acidente automobilístico. Ainda hoje seus olhos marejam quando falam no filho. Por respeito, fizemos apenas uma alusão. E prosseguimos nosso bate-papo.

‘Seu Daniel’ e ‘Dona Maria’ é um casal religioso; mas não só. É também profundamente acolhedor, simples e despojado. Vivem da renda da aposentadoria de Seu Daniel, e, atualmente, resolveram alugar a casa da frente e foram morar na casa dos fundos. Amado, conhecido e respeitado na Paróquia, o casal vai às missas dominicais e é de participação efetiva na comunidade paroquial de São Benedito, no bairro Planalto. Colaboram nas pastorais: Daniel é ministro extraordinário da eucaristia e membro da pastoral da saúde, pastoral em que também d. Maria é agente. Entretanto, ‘Seu Daniel’ lamenta “que seus filhos não tenham seguido os passos dos pais e não vivam os ensinamentos religiosos que passaram para eles”, admite. Um dado que as estatísticas apontam já com certa regularidade. O distanciamento dos jovens e a pouca identificação com os dogmas religiosos, tem sido um desafio para os líderes de todos os credos.

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Por mais que se conhecessem desde pequenos, pois moravam na mesma localidade, apenas depois dos 30 anos é que Seu Daniel resolveu “cortejar” d. Maria. Namoraram por um ano e meio, aproximadamente. E, em 27 de Julho de 1970 casaram-se. E lá se vão 44 anos de matrimônio. Depois de tantos anos, a gente se pergunta; o que fica de um relacionamento amoroso? Enquanto falavam, percebemos a cumplicidade no olhar, a ternura na voz e a delicadeza nos gestos. Segundo nos relataram, jamais trocaram ofensas um contra o outro. Apenas uma vez ‘Seu Daniel’ lamenta ter dado um empurrão em d. Maria, quando ela entrou na frente de um dos filhos que levava uma “chibatada”. Uma lembrança que Seu Daniel tem amargor em se lembrar.

Quero viver com o ‘meu filho’ até quando Deus quiser. (d. Maria)

Na semana Nacional das Famílias (11 a 18/08), são exemplos e configurações como essas que desafiam a evangelização da Igreja e a coloca em permanente atenção.

Para acompanhar a programação da Semana Nacional da Família, acesse aqui.

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